sexta-feira, 4 de maio de 2018

Caixa decorada para o Dia da Mãe

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Uma caixa/embalagem forrada com papel colorido e de execução muito fácil é a minha proposta  para o Dia da Mãe.

A decoração é realizada com objectos de uso diário, reciclados (por vezes esquecidos...).

Para um acabamento mais personalizado pode realizar as flores em massa biscuit.



Material  necessário:

- Caixa de cartão;
- Cola;
- Tesoura;
- Crochet /renda;
- Fitas de cetim ou algodão;
- Bijutaria;
- Flores em biscuit  ou tecido.


Execução:

1 - Cole a roseta de crochet sobre a tampa da caixa.

2 - Coloque os vários acabamentos decorativos sobre a roseta. Cole cada um dos elementos.


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3 - Cole as fitas em redor  da caixa.

3
Pode substituir a renda por papel recortado. Veja aqui o processo de execução.



quarta-feira, 25 de abril de 2018

25 de Abril - Factos da Revolução - VI




No dia 25 de Abril de 1974, Lisboa tornou-se o centro das atenções da diplomacia e da informação mundial. Nesta data, terminou o isolamento internacional em que Portugal permaneceu durante o regime ditatorial do Estado Novo (1933/1974). 



Cartoon intitulado «Amigos Novos», realizado pelo arquitecto, pintor e ilustrador João Abel Manta, em Setembro de 1974.

João Abel Manta foi um dos maiores cartonistas portugueses. Os seus trabalhos abordaram de forma critica e irónica a realidade portuguesa nos anos anteriores e posteriores ao 25 de Abril.



Fontes

https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_25_de_Abril_de_1974

João Abel Manta,Cartoons 1969-1075. Edições "O Jornal", 1975. Lisboa


https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Abel_Manta


terça-feira, 24 de abril de 2018

25 de Abril - Factos da Revolução - V



Cartoon intitulado «turistas», realizado pelo arquitecto, pintor e ilustrador João Abel Manta, em 1972.

João Abel Manta foi um dos maiores cartonistas portugueses. Os seus trabalhos abordaram de forma critica e irónica a realidade portuguesa nos anos anteriores e posteriores ao 25 de Abril.



1974
(Leia outros factos aqui)

24 de Abril 
(...) 
08h30 - Os oficiais da EPC, ligados ao MFA, iniciam nas paradas, no maior sigilo, os contactos com os cerca de cinquenta graduados (oficiais subalternos do Quadro Permanente, alferes, aspirantes, furriéis e cabos milicianos), individualmente, comunicando-lhes que, se a senha e contra-senha forem para o ar, a operação decorrerá nessa madrugada. 

(...)
 
10h00 - Álvaro Guerra comunica a Carlos Albino a escolha definitiva de «Grândola Vila Morena» como senha nacional, garantindo este a sua transmissão.  

(...)  
14h00 - O jornal «República» insere uma curta notícia, intitulada «Limite», com o seguinte teor: « O programa «Limite» que se transmite em Rádio Renascença diariamente entre a meia-noite e as 2 horas, melhorou notoriamente nas últimas semanas. A qualidade dos apontamentos transmitidos e o rigor da selecção musical, fazem de «Limite» um tempo radiofónico de audição obrigatória»*

(...)
15h00 - Encontro decisivo de Carlos Albino com Manuel Tomás (técnico da Rádio Renascença e um dos responsáveis pelo programa «Limite» que regressara de Moçambique) para a execução da senha e garantia da sua transmissão. Refira-se que, sendo sendo o «Limite» um programa independente, era obrigado a passar por duas censuras: a da R
ádio Renascença e a oficial, esta última corporizada num coronel que acompanhava as emissões em directo e revia previamente os textos. Para maior segurança retiram-se dos estúdios para um local seguro.  

(...)  
19h00 - Os censores na Rádio Renascença autorizam os textos e o seguinte alinhamento do bloco  com a duração  de 11 minutos: quadra, canção Grândola, quadra, poemas «Geografia» e «Revolução Solar», da autoria de Carlos Albino, e a canção «Coro de Primavera». 
 (...) 
22h00 - (...) O Capitão Salgueiro Maia, que vai comandar a coluna militar da EPC, na «Operação Fim Regime», dá início a uma breve reunião, no piso dos quartos dos oficiais, para dar a conhecer a Ordem das Operações, distribuir missões e definir detalhes para o desencadear da operação.
22h30 - No Posto de Comandos encontra-se reunido o Estado Maior do Movimento das Forças Armadas, dirigido pelo major Otelo Saraiva de Carvalho  e constituído pelos tenentes-coronéis Garcia dos Santos e Nuno Fisher Lopes Pires, major Sanches Osório, capitão Luís Macedo, adjunto operacional, e comandante Vítor Crespo, que assegura a ligação com a Marinha, garantida pela presença permanente do comandante Almada Contreiras no Centro de Comunicações da Armada (CCA). Contam, também, com a colaboração de quatro oficiais do RE 1 (Frazão, Máximo, Reis e Cepeda).  
(...) 
22h55 - 1ª senha: a voz de João Paulo Dinis anuncia aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa «Faltam cinco minutos para as vinte e três horas. Convosco, Paulo de Carvalho com o Eurofesival 74 «E Depois do Adeus». Era o primeiro sinal para o início das operações militares a desencadear pelo Movimento das Forças Armadas. 
 
23h00 - Na Escola Prática de Artilharia (EPA), em Vendas Novas, os capitães Mira Monteiro e Oliveira Patrício e os tenentes Marques Nave, Cabaças Ruaz, Sales Grade, Andrade de Silva e António Pedro procedem à detenção dos comandante e 2º comandante da unidade, respectivamente coronel Mário Belo de Carvalho e tenente-coronel João Manuel Pereira do Nascimento, ocupam as centrais rádio e telefónica e assumem o controlo do quartel.
 
- Recolhem à escola prática de infantaria (EPI) as forças que se encontravam em exercícios de campo. 
- O «10º grupo de comandos» divide-se em equipas, distribuídas por 4 automóveis, para constituir patrulhas destinadas, além de manter a vigilância ao R.C.P., a observar as principais instalações das Forças de Segurança (GNR, PSP, IP e DGS), e dos quartéis da Calçada da Ajuda (RC 7 e RL 2). 
- No BC 5 o major Cardoso Fontão comunica aos oficiais presentes o que está a acontecer e os objectivos do MFA, a adesão é total. 
(...)  
30 anos de Abril (2004); Junta de Freguesia das Mercês
A notícia no vespertino «A República» foi o aviso de que as operações estavam bem encaminhadas. 



Fontes:

30 anos de Abril (2004); Junta de Freguesia das Mercês

João Abel Manta,Cartoons 1969-1075. Edições "O Jornal", 1975. Lisboa

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Abel_Manta


segunda-feira, 23 de abril de 2018

25 de Abril - Factos da Revolução - IV


Cartoon «O regresso da velha» / «Então meninos têm-se divertido?». Maio de 1969

   

Cartoon intitulado «O regresso da velha» / «Então meninos têm-se divertido?», realizado pelo arquitecto, pintor e ilustrador João Abel Manta, em Maio de 1969.

João Abel Manta foi um dos maiores cartonistas portugueses. Os seus trabalhos abordaram de forma critica e irónica a realidade portuguesa nos anos anteriores e posteriores ao 25 de Abril.



1974
(Leia outros factos aqui e aqui )


23 de Abril 
00h15m - Otelo Saraiva de Carvalho e  Costa Martins, protegidos pelo major FA Costa Neves, encontram-se, no Apolo 70, com João Paulo Dinis. Este esclarece que apenas colabora no programa matutino Carrocel do R.C.P., razão pela qual não poderá emitir a senha pretendida. Obtêm, contudo, a garantia de transmissão do seguinte sinal, entretanto combinado, «Faltam cinco minutos para a meia-noite. Vai cantar Paulo de Carvalho «E depois do adeus», através dos Emissores Associados de Lisboa (E.A.L.), que apenas dispõem de um raio de alcance de cerca de 100 a 150 quilómetros de Lisboa. A limitada potência do emissor torna, assim, necessária a emissão de um segundo sinal, através de uma estação que alcance todo o pais. (...) 
Final da manhã - Álvaro Guerra, contactado por Almada Contreiras em nome do Movimento para conseguir a emissão de um sinal radiofónico de âmbito nacional que sirva de código para o desencadeamento das operações, solicita a Carlos Albino, seu colega no República e um dos responsáveis pelo programa Limite a transmissão, no início da madrugada de 25 de Abril, da canção «Venham mais cinco», de José Afonso. Carlos Albino pede a Álvaro Guerra para devolver a resposta de que a canção estava proibida pela censura interna da Renascença. Aponta alternativa, entre as quais «Grândola, Vila Morena». (...) 
Tarde - Encontro de Otelo com  o tenente-coronel de cavalaria Correia de Campos, num bar na zona do Rego (Lisboa), onde o último aceita participar no Movimento e assumir o comendo do Regimento de Cavalaria 7, coadjuvado pelos tenentes Cid, Cadete e Aparício, logo que concretizada a detenção dos oficiais superiores daquele regimento que deveria ser efectuada por grupos de comandos coordenados pelo major Jaime Neves.(...) 
20h00 - Na residência do comandante Vitor Crespo, no Restelo, realiza-se uma reunião final de Otelo e Vítor Alves com representantes da Armada, nomeadamente os comandantes Geraldes Freire e Abrantes Serra, onde foi obtida a garantia da neutralidade das forças da Marinha. 
23h00 - Chegada a Santarém dos capitães Candeias Valente e Torres, oficiais do Movimento, portadores da ordem de operações para a Escola Prática de Cavalaria (EPC). Comunicam telefonicamente com o tenente Ribeiro Sardinha informando que ja se encontram na cidade, na Pastelaria Bijou. Este contacta Salgueiro Maia. 
23h30 - O capitão Salgueiro Maia desloca-se à Pastelaria Bijou, no Largo do Seminário, em Santarém, para se encontrar com os agentes de ligação. 
23h55 - Na viatura de Salgueiro Maia, estacionada junto ao Jardim da Republica, é-lhe entregue a ordem de operações e acertados os últimos detalhes. Uma viatura da PIDE/DGS ronda a zona e segue o capitão à distância. 
30 anos de Abril (2004); Junta de Freguesia das Mercês


Fontes:

30 anos de Abril (2004); Junta de Freguesia das Mercês

João Abel Manta,Cartoons 1969-1075. Edições "O Jornal", 1975Lisboa

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Abel_Manta


sexta-feira, 20 de abril de 2018

25 de Abril - Factos da Revolução - III



 Cartoon «emigrantes», 1972 

Cartoon intitulado «emigrantes», realizado pelo arquitecto, pintor e ilustrador João Abel Manta, na época  anterior ao 25 de Abril de 1974.

João Abel Manta foi um dos maiores cartonistas portugueses. Os seus trabalhos abordaram de forma critica e irónica a realidade portuguesa nos anos anteriores e posteriores ao 25 de Abril.




1974 
(Leia outros factos aqui e aqui) 


20 de Abril - Na mais importante das reuniões, Otelo Saraiva de Carvalho distribui as missões aos delegados das unidades da Região Militar de Lisboa (Lima)(...).- Conclusão do essencial dos textos políticos (...). A partir dessa data, Otelo, que também assegura a ligação com Spínola, passa a efectuar os contactos, por razões de segurança, através do major de cavalaria na reserva Carlos Alexandre de Morais. São da responsabilidade do general algumas das modificações introduzidas nomeadamente a designação de Movimento das Forças Armadas (MFA), em substituição da versão anterior de Movimento dos Oficiais das Forças Armadas (MOFA) e de Junta de Salvação Nacional (JSN) em alternativa à proposta de Directório Militar. 

21 de Abril - Encontro, em Oeiras, de Otelo e do major Moura Calheiros com os coronéis Rafael Durão (representante do general Spinola) e Fausto Marques, com visa a obter a adesão do Regimento de Caçadores Para-quedistas, comandado pelo último oficial.
 

22 de Abril 
 
00h01 - A partir do início deste dia, todos os delegados do Movimento nas unidades entram em estado de alerta, preparados para receber o contacto do agente de ligação, portador das instruções finais.- A Escola Prática de Transmissões (EPTm), localizada em Sapadores, recebe autorização do Estado-Maior do Exército (EME), por proposta do tenente-coronel Garcia dos Santos, para o estabelecimento de uma linha directa com o RE 1*, da Pontinha, numa extensão de 4 quilómetros. Inicia-se sem demora a sua instalação, efectuada por uma equipa comandada pelo furriel Cedoura, que ficará concluída em menos de 24 horas. (...) 

c. 11h00 - O capitão Costa Martins contacta João Paulo Dinis, no Radio Clube Português (R.C.P.), por incumbência de Otelo, (...) com o objectivo de emitir um sinal radiofónico para desencadear o movimento. O radialista, que desconhecia o emissário, desconfia da sua identidade, mas aceita marcar um encontro entre os três, nessa noite, num bar lisboeta.
 

Noite - Reunião de Otelo, na Reboleira, com os grupos de comandos coordenados pelo major Jaime Neves.
 
30 anos de Abril (2004); Junta de Freguesia das Mercês
* Regimento de Engenharia 1 (RE 1) 




Fontes::

30 anos de Abril (2004); Junta de Freguesia das Mercês

João Abel Manta,Cartoons 1969-1075. Edições "O Jornal", 1975Lisboa

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Abel_Manta


segunda-feira, 16 de abril de 2018

25 de Abril - Factos da Revolução -. II

Jornal , cartoon, 1972
Cartoon intitulado «jornal», realizado pelo arquitecto, pintor e ilustrador João Abel Manta, na época  anterior ao 25 de Abril de 1974. 

João Abel Manta destacou-se como um dos maiores cartonistas portugueses. Os seus trabalhos abordaram de forma critica e irónica a realidade portuguesa nos anos anteriores e posteriores ao 25 de Abril.



1974 (leia outros factos aqui e aqui)

16 de Abril - Otelo Saraiva de Carvalho reúne no Regimento de Engenharia 1, com o major Eurico Corvacho. explicando-lhe a ideia geral de manobra, especialmente as movimentações a levar a cabo na Zona Norte. A pedido deste, agrega-lhe as forças do Centro de Instrução de Operações Especiais de Lamego, cometendo-lhes a missão de reforçar as tropas do Porto. 
 
17 de Abril - Otelo distribui as missões aos delegados do Agrupamento Norte (November), no apartamento de Dinis de Almeida, estando presentes todos os agentes de ligação para esse sector (...). 

18 de Abril - Otelo distribui as missões aos delegados do Sector Centro (Charlie), em sua casa, contando-se entre estes o capitão Correia Bernardo, em representação da Escola Prática de Cavalaria ( Santarém). 

19 de Abril Otelo distribui as missões aos delegados do Sector Sul (Sierra), em casa do major Fernandes da Mota. 
 
30 anos de Abril (2004); Junta de Freguesia das Mercês)
          


Fontes::

30 anos de Abril (2004); Junta de Freguesia das Mercês

João Abel Manta,Cartoons 1969-1075. Edições "O Jornal", 1975Lisboa

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Abel_Manta